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Beija-Flores do Brasil

Beija-Flores do Brasil (Brettas-Silveira)

Eduardo Parentoni Brettas, Luís Fábio Silveira

Marte Edições, 1ª edição, 2018
ISBN: 978-85-69827-03-0
Tipo: Capa dura
Número de páginas: 394

O Brasil possui a maior diversidade de aves do mundo, são mais de 1900 espécies registradas. Entre elas estão os beija-flores. Podem voar rapidamente, com movimentos quase mágicos, e o seu tamanho minúsculo cativa pessoas de todas as idades. Possuem cores brilhantes e iridescentes, que os tornam ainda mais carismáticos e enigmáticos.

No Brasil já foram registradas 87 espécies de beija-flores, mais do que qualquer outro país fora dos Andes. Dessas, pelo menos 18 só são encontradas no país, e apenas a Colômbia possui um número maior de espécies endêmicas. Um total de 371 espécies são reconhecidas, ocorrendo desde o Alasca, nos EUA, até a Terra do Fogo, no sul da Argentina, divididos em 709 subespécies, distribuídas em mais de cem gêneros.

A obra Beija-Flores do Brasil reúne e recapitula o conhecimento sobre os beija-flores nacionais, apresenta mapas detalhados de distribuição, além de informações sobre cada espécie, incluindo o seu hábitat, ecologia, sistema social, nidificação e o estado de conservação de cada uma das espécies. Os autores Luís Fábio Silveira e Eduardo Parentoni Brettas apresentam também as plantas polinizadas pelas espécies de beija-flor, mostrando a importância desses seres pequeninos em perpetuar a vida de outas espécies, pois sem eles muitas plantas seriam incapazes de se propagar.

Em todo o livro podem ser observadas as diferentes cores de cada ave. A coloração da plumagem não é proporcionada por pigmentos, mas por um fenômeno óptico conhecido por iridescência. Pequenas estruturas que compõem as penas possuem grânulos de melanina organizados de tal maneira que os comprimentos da onda de luz podem ser refletidos de modo diversificado, ou seja, variando da posição em que o observador se encontra. Brettas diz que usou aproximadamente duas mil cores na paleta para a pintura dessas espécies. "É inacreditável! O brilho e toda a intensidade de cor está em cada beija-flor pintado para o livro", completa.

A anatomia das asas dos beija-flores permite que estas aves possam se mover em qualquer direção, em uma rapidez dificilmente vista em outros animais, e podem alterar a rota e a velocidade subitamente. Com maestria, realizam movimentos para frente e para trás, para o alto e para baixo e pode até parar no ar. Nas menores espécies, as asas batem até 80 vezes por segundo. Os beija-flores voam muito rápido, frequentemente alcançando os 80 km/h e, em voos curtos e de perseguição, podem chegar a 150 km/h. E haja coração, pois o deles bate 1200 vezes por minuto enquanto em movimento e, quando pousado, fica em "apenas" 600 vezes por minuto.

Este é o segundo volume da coleção, cujo primeiro título foi Terra Papagalli, uma das obras ganhadoras do Jabuti em 2016, que retrata as 91 espécies de psitacídeos (papagaios, araras e periquitos) e amplia o seu campo de estudo para outras aves brasileiras. O volume sobre os beija-flores possui 394 páginas e mais uma vez valoriza o diálogo entre a ciência com a arte. Todas as ilustrações foram feitas pelo Brettas, em um total de 87 telas especialmente produzidas para o livro ao longo de quatro anos de trabalho. A obra traz a preocupação do cientista aliada à sensibilidade do artista em busca da restauração e proteção da natureza.

A publicação teve acesso a maior coleção ornitológica de aves brasileiras do mundo, pertencente ao Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, tornando-o um registro histórico da biodiversidade brasileira.

O projeto foi realizado através do patrocínio da CTG Brasil, pela a Lei de Incentivo à Cultura. "Valorizamos iniciativas como o livro Beija-Flores do Brasil, que possibilita a oportunidade de descobrir, admirar e conhecer as espécies dessas aves do nosso país, tão exuberante em sua biodiversidade. Temos orgulho de fazer parte desse projeto", diz Salete da Hora, diretora de Marca, Comunicação e Sustentabilidade da CTG Brasil.

No segundo semestre, Brettas fará oficinas de aquarela voltadas para crianças carentes de Ilha Solteira (São Paulo), onde está uma das usinas da CTG, como também ministrará palestras sobre a arte de retratar as aves brasileiras no meio ambiente em escolas, que receberão gratuitamente três exemplares da obra Terra Papagalli - Beija-Flores do Brasil.


 

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Observações

Sobre os autores
Eduardo Parentoni Brettas, ilustrador, mineiro de Ponte Nova, fez seus primeiros desenhos das aves brasileiras ainda pequeno. Hoje, recebe encomendas para obras de centros de estudos ornitológicos, como o da Universidade de Princeton, USP, museus e galerias espalhadas pelo mundo, além de colecionadores de arte. Ministra regularmente cursos e palestras sobre arte naturalista.

Luís Fábio Silveira, mineiro de Belo Horizonte, é curador da maior coleção de aves brasileiras do mundo, pertencente ao Museu de Zoologia da USP. Doutor em Zoologia pela mesma instituição é, atualmente, um dos principais cientistas dedicado ao tema no país. Contribui com diversas iniciativas públicas e privadas de conservação e manejos de espécies de aves no Brasil. Publicou mais de 150 trabalhos científicos e dezesseis livros e contribui na formação de novos cientistas especializados em aves brasileiras.


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